terça-feira, 7 de setembro de 2021

O amanhã de há dez anos atrás... é hoje!!!

Dez anos passados e regresso a este blog... uma ideia, um sonho antigo que eu levou a refugiar na escrita e que muitas coisas na nossa vida – transformam-se em sonhos adiados!!!

Passados dez anos quero voltar a escrever, quero sair de uma carapaça dura que levou a que estava escondido tantos anos. Esta carapaça dura é o mundo em que vivemos e que por vezes toma conta da nossa vida, não nos deixa fugir do chamado "sistema" e nos obriga o viver o dia a dia caminhando numa reta linha sem curvas nem contracurvas, como tais que dão sabor à vida, em direção ao desconhecido, em direção ao chamado que chama a morte.

Quantos de nós não sentimos a necessidade de um reset??? De uma oportunidade de começar do zero, quer no amor, quer vida profissional ou até na vida pessoal???

É uma ansiedade constante que não nos deixa ser nós próprios, que não nos deixa caminhar livremente sem olhar as críticas ou julgamentos de julgamentos de, os quais todos juntos fazem parte do tal sistema destrobramento de sonhos e de vidas tal um rolo compressor!!!

É preciso sair do colete de forças e lutar por aquilo que somos e por aquilo que defendemos, pois é a nossa felicidade que está em causa.

O amanhã de há dez anos atrás é hoje... e estou aqui a iniciar uma longa caminhada em direção à minha felicidade e agarrar de uma vez por todos os sonhos adiados e lutar por eles!!!

E assim o meu amanhã será mesmo outro dia... mas outro dia melhor que hoje!!!


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um quadro que me marcará para sempre

 Adoro te! Tantas vezes me confortaste quando estava triste, quando as coisas não corriam bem ou simplesmente quando precisava somente de um ombro amigo! Foste o meu amigo fiel, imaginário mas ao mesmo tempo muito real porque eras tu que me ouvias e que me acalmavas quando tinha aqueles acessos de raiva com os nervos à flor da pele… Quando olhava para ti, o teu olhar comovia me, a tua tristeza envolvia me e todas as noites adormecia imaginando como seria o teu sorriso. Fizeste parte da minha infância e já há muito que não te contemplava mas continuas a ter o mesmo efeito no meu estado espírito. Olhar para ti acalma me, faz me sorrir e ofereces me um momento de nostalgia, recordando emoções de criança. É tão bom sentir este aperto no peito de pura saudade e profundo agradecimento.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A alegria por dentro da tristeza

Todos procuramos a felicidade no dia-a-dia, mas as contrariedades são tantas que a tristeza vai ganhando todas as batalhas. Embora quem me conheça me descreva com uma pessoa bem disposta e alegre, eu acho que muitas vezes a minha alegria esconde a pessoa que sou e o que realmente vai dentro de mim. 


Digamos que a alegria faz nos brilhar demasiado de tal forma que quando nos olhamos ao espelho não conseguimos ver realmente a pessoa que ali está, apenas conseguimos visualizar uma silhueta. A tristeza por seu lado tem uma luz fraca e trémula mas que não nos ofusca da verdadeira realidade. A tristeza faz me sentir vivo, faz-me sentir mais humano, ajuda-me a ver todos os pormenores e todas aquelas pequenas coisas que no fundo são as mais importantes, em suma faz me querer ser uma pessoa melhor. A tristeza no mundo é muito mais real, pura e sincera do que a própria alegria, que por vezes consegue ser muito superficial.

Quando passa na televisão aquelas reportagens de situações de catástrofes naturais, de fome nos países de África e mesmo acerca de pessoas que passam grandes dificuldades para sobreviver bem aqui ao nosso lado, todos descemos à terra, todos descemos à realidade. E nessa altura gera-se em nós um sentimento tão puro e tão real que se transforma de repente num nó na garganta. Esse nó é apenas o conflito que existe nesse momento no nosso interior entre a tristeza e alegria – a tristeza de conhecermos a realidade e alegria de sentirmos que não fazemos parte dela. Esse nó é apenas um sentimento de culpa que se gera em nós por aqueles momentos em que nos chateamos por tudo e por nada que arranjamos conflitos pela mais pequena coisa, situações afinal que não merecem a pena. É lindo este estado de espírito que alcançamos nestes momentos, mas é pena ser tão passageiro.

Para conheceres a alegria e a felicidade plena terás de viver a tristeza.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Que sentido tem uma vida sem sentido?


    Porque será que passamos a maior parte da nossa vida adulta à procura de algo que nasceu connosco? Porque procuramos tão avidamente algo na sociedade, que afinal está dentro de nós? Será que estamos assim tão cegos ou estamos apenas desnorteados? A sociedade actual obriga-nos a correr para lutarmos por algo que nem sequer temos a certeza que queremos. Na maioria das vezes, e aqui temos de ser honestos connosco próprios, tomamos até decisões importantes na nossa vida pelas razões erradas e mais grave, pelas razões que no fundo não são nossas. Porque esquecemos nós a nossa pessoa, as nossas ambições e as nossas convicções em prol de uma sociedade que está “doente” e que contagia tudo e todos?

     Sendo eu uma pessoa que gosto bastante de desfrutar de um bom livro ou de um bom filme (que há muito não vejo), deparei-me já há algum tempo com esta frase que é atribuída a Napoleão Bonaparte “Na vida todos somos reis ou peões”. Ora aí está uma frase que se adequa ao papel que cada um de nós decide representar na sociedade. O Rei é aquele consegue retirar da sociedade o que necessita para atingir a sua realização pessoal e o peão é aquele que somente presta serviço à sociedade, deixando de lado todos os seus sonhos de criança e no fundo esquecendo a sua identidade. Então se o rei é aquele que mais beneficia com a sociedade, porque razão é que a maioria das pessoas decide desempenhar o papel de peão? Talvez porque é mais fácil escolher o caminho sem obstáculos, o caminho daqueles que nada questionam desde que lhe digam quais as respostas correctas. Mas para que precisamos das respostas correctas sem que percebamos na verdade o sentido das perguntas? Fácil o trabalho do peão, mas na realidade ele apenas tenta sobreviver enquanto que o rei simplesmente vive…

     Na verdade o que todos procuramos é o caminho da felicidade e a alegria de viver. Mas não pisámos já esse caminho? E não sentimos já essa alegria? Claro que sim, quando éramos crianças nós conhecíamos esse caminho como a palma das mãos. De manhã acordávamos radiantes porque sabíamos que iria ser um dia em cheio e nós, sim nós, transmitíamos a quem nos rodeava essa tal alegria. Quantas vezes demos connosco a observar o sorriso de uma criança, tão puro e ao mesmo tempo inigualavelmente sincero??? É nesses momentos que aproveitamos e tentamos absorver um pouco daquela energia positiva.
Essa alegria de viver nasce connosco e é ela que nos orienta nesse caminho da felicidade, contudo quando decidimos que queremos ser adultos, na maioria das vezes afastamos se tanto que torna-se quase impossível regressar fazendo com que a alegria se vá desvanecendo. A vida vai passando e cada vez tem menos sentido.

Mas se pretenderes recuperar o sentido da tua vida dou te um conselho:
                                   
Não procures a alegria nos outros mas sim em ti mesmo.